Músicas

  • 1. Asfalto Amarelo (Manoel Cordeiro / Felipe Cordeiro / Zeca Baleiro) comprar
  • 2. Volta (JonnyHooker) comprar
  • 3. Ao Pôr do Sol(Firmo Cardoso e Dino Souza) comprar
  • 4. Usei Você ( Silvio Cesar ) comprar
  • 5. Pedra Sem Valor (Dona Onete) comprar
  • 6. Vem Que É Bom (Manoel Cordeiro / Ronery) comprar
  • 7. Meu Coração É Brega (Veloso Dias) comprar
  • 8. Quem Não te Quer Sou eu (Firmo Cardoso / Nivaldo Fiúza ) comprar
  • 9. Os Passa Vida (Osmar Jr. / Rambolde Campos) comprar
  • 10. O Gosto da Vida (Péricles Cavalcanti) comprar

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Agenda

04.Mai.2017Porto Alegre (RS)

Show Fafá de Belém do Tamanho Certo para o meu sorriso

Teatro do Bourbon Country

05.Mai.2017Novo Hamburgo (RS)

Show Fafá de Belém do Tamanho Certo para o meu sorriso

Teatro Feevale

24.Mai.2017RECIFE (PE)

Show Fafá de Belém do Tamanho Certo para o meu sorriso

Teatro RioMar Recife

25.Mai.2017Natal (RN)

Show Fafá de Belém do Tamanho Certo para o meu sorriso

Teatro Riachuelo

26.Mai.2017Fortaleza (CE)

Show Fafá de Belém do Tamanho Certo para o meu sorriso

Teatro RioMar Fortaleza

23.Jul.2017Portugal

Show Fafá de Belém e Guitarradas do Pará

Herdade do Chão da Lagoa

Release

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Do tamanho certo para o meu sorriso” – Fafá de Belém

O álbum “Do tamanho certo para o meu sorriso” marca os 40 anos de carreira de Fafá de Belém de forma contundente, reunindo o suprassumo da verve da cantora em 10 faixas.

Seria paradoxal dizer que “Do tamanho certo para o meu sorriso” é um álbum orgânico e conceitual ao mesmo tempo, mas não há outra saída. É orgânico porque o disco traz Fafá em sua mais pura essência: regional, interpretando composições paraenses, algumas clássicas no estado, outras inéditas. Há ainda de extremamente orgânico a natureza ibérica das interpretações arrojadas, típicas de Fafá, oscilando entre a intensa graça e teores dramáticos, conforme a necessidade sentimental de cada verso.

E o que dizer da regravação de “Usei você” (Silvio Cesar), sucesso de Ângela Maria, que Fafá ouvia em Belém, antes de se tornar uma cantora profissional: seria orgânico ou conceitual? O conceito começa na escolha do repertório e na disposição da miscelânea garimpada e escolhida pela própria Fafá e pelo DJ Zé Pedro, idealizadores da proposta produzida por Felipe Cordeiro e Manoel Cordeiro, que arranjam e tocam tudo no disco.

A proposta é personalíssima e absolutamente singular, portanto, mais um motivo para que “Do tamanho certo para o meu sorriso” carregue o estigma de álbum conceitual. Mas isso é uma coisa que vai se detectando - o que é uma coisa e o que é a outra - ao logo da audição, enquanto degustamos cada fraseado musical.

“Do tamanho certo ...” é um álbum que dará fim de uma vez por todas na ideia de que Fafá de Belém deveria ter mantido por todo e sempre o padrão de seus primeiros LPs, cujos repertórios e arranjos seguiam a estética da tradicional MPB com pitadas de música regional.

Por outro lado, este disco também deixará bem claro que teria sido uma subutilização de capacidade se Fafá não tivesse experimentado interpretar com tamanha veracidade guaranias, fados, lambadas, fados, boi bumbá, baladas, boleros e tantos outros gêneros, com os quais conquistou a aprovação em massa do público apreciador de cada um desses segmentos abraçados por ela. Neste novo álbum, Fafá é tudo isso. Trata-se de uma proposta rigidamente condensada. São 40 anos compactados em nada mais que 10 tracks.

O álbum abre com “Asfalto Amarelo” (Felipe Cordeiro - Manoel Cordeiro – Zeca Baleiro), um convite para embarcar na caravana comandada pela voz de Fafá e seguir num passeio ensolarado pelos municípios paraenses, levados pelo mais legítimo suingue das guitarradas paraenses, tocadas por Felipe e Manoel Cordeiro, além de synthbass, violão e teclados.

O drama começa em “Volta” (Jonny Hooker), na qual a interpretação de Fafá chega aos píncaros, com picos de explosão e sutilezas sem igual, num diálogo entre a cantora e instrumental de Felipe Cordeiro, que é um caso à parte.

Novamente falando de amor, só que dessa vez de forma mais arejada e romântica, aparece “Ao pôr do sol” (Firmo Cardoso e Dino Souza), clássico da música popular produzida em Belém. Assim com “Asfalto Amarelo”, esta terceira faixa permite a Felipe e Manoel Cordeiro certo esbanjamento do que sabem fazer com suas guitarras quando a pedida é o mais genuíno brega paraense. Enquanto isso, Fafá abusa de inflexões dengosas e sestrosas, numa interpretação balbuciada, semelhante à feita em “Sereia” (Lulu Santos e Nelson Motta), lançada nos anos 80, na trilha sonora do musical Pluct Plact Zoom. Um colosso.

A Fafá dramática que há pouco cantava “Volta”, teatral e arrebatadora, reaparece em “Usei você” (Sílvio Cesar), cuja gravação original foi praticamente um ato de heroísmo de Ângela Maria - uma mulher interpretar este bolero sempre será uma ousadia. A sutileza na imponência da interpretação é algo irretocável. Parece que Fafá está cantando sobre um pedestal, sedutora, sem levantar a voz, ciente do poder de seus sussurros e beicinhos.

“Pedra sem valor” intensifica o clima passional no transcorrer do repertório, pegando pressão com versos como “Eu joguei tudo pro alto, o problema é meu. Eu dei a volta por cima, porque sou mais eu”, acompanhados por arranjos de atmosfera mágica, que remetem o ouvinte a uma trilha de bangue-bangue, porém com condução e molho abolerados. Pura invenção de Fafá, Manoel e Felipe, e, claro da originalíssima autora, a paraense Dona Onete.

Logo em seguida, quem joga tudo para o alto é a lambada “Vem que é bom” (Manoel Cordeiro e Ronery), outra daquelas que as guitarradas paraenses de Felipe e Manoel Cordeiro falam alto.

E o show de guitarras continua nas três músicas seguintes: “Meu coração é brega” (Veloso Dias); “Quem não te quer sou eu” (Firmo Cardoso e Nivaldo Fiúza); e “Os passa vida” (Osmar Junior e Rabolde Campos), típicos bregas românticos que fazem sucessos nas casas noturnas paraenses deste seguimento e têm características muito semelhantes entre si: são canções com linhas melódicas compostas por um mix de inspiração, as quais horas flertam com os clássicos da Jovem Guarda e em outros momentos se aproximam dos boleros que tocavam nos antigos cabarés da periferia de Belém. Para uma cantora com a trajetória de Fafá, esta sequência é uma seara na qual a entrega na interpretação é total e plena.

Para encerrar este roteiro com momentos tensos e arejados, nada mais adequado que a colorida “Gosto da Vida”, feita especialmente para ela por Péricles Cavalcanti e lançada em 1982, no álbum “Essencial”. “Se você quer andar de ré, não conte comigo, volte logo para lá, mude logo para lá, se você não sabe ainda eu sou Fafá” são alguns dos versos que traduzem a personalidade alegre e sincera dessa dama da canção. Em ritmo de lambada, Fafá, Felipe e Manoel concluem seu trajeto musical, um caprichoso rendado de harmonias e sessões rítmicas.

Além da produção musical e dos arranjos assinados por dois paraenses, neste álbum Fafá canta em grande parte composições de autores conterrâneos seus, o que consolida a ideia de seu retorno às origens neste momento tão representativo de sua carreira. É importante ressaltar que, ao fazer tal regressão, ela não repetiu o que fizera em seus primeiros álbuns. Regional, porém, up to date, Fafá reafirma a velha máxima de Leon Tolstoi: “Para ser universal basta cantar o seu quintal”.

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